Cada vez mais o investimento publicitário esta aumentando e se expandindo para mídias não convencionais, consequentemente a audiência da TV, por exemplo, vem despencando. Isso se deve, naturalmente, a presença da internet no cotidiano pós moderno e as inúmeras formas de reinventar a propaganda que incluem o entretenimento, buscando o envolvimento do consumidor a ponto de fazer com que o cliente, ou possível cliente, seja um defensor espontâneo das marcas. Obviamente, um dos fatores que leva a publicidade estar cada vez mais sendo reinventada e a concorrência acirrada no mercado, oriunda da diversidade de produtos e serviços.
Um exemplo de como uma marca pode virar o ''xodó'' dos seus consumidores nesses novos tempos é o Test Drive Extendido da RENAULT, ou Renault's extended test drive site (www.renault24td.co.uk).
Esse test drive propoe ao consumidor que use o carro (Megane Hatch) por 24 horas, durante a semana, ou por um fim de semana inteiro, pegando o carro na sexta-feira e devolvendo-o somente na segunda-feira seguinte. Absolutamente sem custo nenhum. Esse test drive e valido apenas para residentes do Reino Unido.
Interessante notar que, o poder do consumidor esta tao grande, que as marcas nao tem mais outra opcao que nao seja ''fazer de tudo para o cliente''. Ate mesmo emprestar o carro pra ele.
terça-feira, 7 de abril de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
CONCEITO DO LUXO 2.0
Pode-se definir luxo na sociedade pós moderna como uma busca por diferenciação que, não necessariamente, esteja ligada ao consumo de bens ou serviços de alto valor financeiro. A diferenciação buscada varia conforme o contexto social, cultural e econômico de quem a busca.
Segundo a referência utilizada no artigo O Mercado de Luxo: Aspectos de Marketing de Renata Fernandes Galhanone, de João Braga (2004); luxo está ligado a brilho, esplendor, distinção perceptível ou resplandecente. O significado etimológico mencionado sugere que ter luxo é buscar se diferenciar, ou seja, possuir o que outros não tem.
Pode-se questionar, entretanto, que ter luxo às vezes é adquirir o que nós mesmos não temos condições de possuir ou usufruir sem necessariamente pensar em se destacar perante os demais. Percebe-se que luxo não está diretamente ligado ao consumo de bens caros no mesmo artigo de Renata Fernandes. A autora cita Lipovetsky: “Nessa época não havia ainda esplendor material, mas mentalidade de dilapidação, o impulso de prodigalidade, de gastar tudo com o gozo presente sem se preocupar com as conseqüências futuras, revela uma mentalidade de luxo anterior à criação de objetos luxuosos”.
Segundo o artigo Território do Luxo de Valeria Brandini, publicado na revista da ESPM dos meses de setembro e outubro de 2008, um dos maiores sonhos de consumo da burguesia atual é ter mais tempo disponível para usufruí-lo com o lazer ou para o convívio familiar. E uma busca por diferenciação que não necessariamente visa o alcance do destaque perante os outros, mas sim possuir o que para sí é um “bem de consumo” raro, o simples tempo. Assim sendo, nota-se que o luxo é buscar o incomum, seja pra si mesmo ou para se destacar perante os outros.
Segundo a referência utilizada no artigo O Mercado de Luxo: Aspectos de Marketing de Renata Fernandes Galhanone, de João Braga (2004); luxo está ligado a brilho, esplendor, distinção perceptível ou resplandecente. O significado etimológico mencionado sugere que ter luxo é buscar se diferenciar, ou seja, possuir o que outros não tem.
Pode-se questionar, entretanto, que ter luxo às vezes é adquirir o que nós mesmos não temos condições de possuir ou usufruir sem necessariamente pensar em se destacar perante os demais. Percebe-se que luxo não está diretamente ligado ao consumo de bens caros no mesmo artigo de Renata Fernandes. A autora cita Lipovetsky: “Nessa época não havia ainda esplendor material, mas mentalidade de dilapidação, o impulso de prodigalidade, de gastar tudo com o gozo presente sem se preocupar com as conseqüências futuras, revela uma mentalidade de luxo anterior à criação de objetos luxuosos”.
Segundo o artigo Território do Luxo de Valeria Brandini, publicado na revista da ESPM dos meses de setembro e outubro de 2008, um dos maiores sonhos de consumo da burguesia atual é ter mais tempo disponível para usufruí-lo com o lazer ou para o convívio familiar. E uma busca por diferenciação que não necessariamente visa o alcance do destaque perante os outros, mas sim possuir o que para sí é um “bem de consumo” raro, o simples tempo. Assim sendo, nota-se que o luxo é buscar o incomum, seja pra si mesmo ou para se destacar perante os outros.
terça-feira, 10 de março de 2009
CONCEITO DO LUXO 1.0
Buenas,
Interessante começar a falar de luxo a partir do fim. Não, não estamos falando que o luxo acabou. Ao contrário, o luxo da maneira como conhecemos não é mais o mesmo. Por que?.
Luxo é em suma, a busca por diferenciação. O ser ÚNICO. Encontrar as próprias formas de ter prazer, levando a vida do jeito que se quer. Mas, como assim?.
Essa é uma nova de pensar sobre o luxo atualmente. Em meio a explosão de marcas pelo mundo, optar por não escolher nenhuma delas é uma atitude, digamos, luxuosa. Diesel, Prada, Gucci, marcas de roupas famosas pelo preço alto e aspecto ''chique'', já não são mais consideradas marcas de luxo ou a forma física do conceito propriamente dito.
Para Gilles Lipovetsky, autor do livro ''O Luxo Eterno'', o conceito de luxo hoje passa por cima de tudo que faz parte do senso comum (marcas, grifes e dinheiro, muito dinheiro) e chega às ''sensações que levam ao luxo''. Lipovetsky diz: "o que vemos hoje é a atração pelo luxo dos sentidos, do prazer e da sensibilidade sentido na intimidade por cada indivíduo e não o luxo exterior, da exibição e da opulência, que visa simplesmente demonstrar status".
A partir disso, entende-se que o luxo passa a ser mais focado nas sensações e menos na aparência.
Será que a gente não conseguirá mais ''ver'' o luxo no futuro?.
Interessante começar a falar de luxo a partir do fim. Não, não estamos falando que o luxo acabou. Ao contrário, o luxo da maneira como conhecemos não é mais o mesmo. Por que?.
Luxo é em suma, a busca por diferenciação. O ser ÚNICO. Encontrar as próprias formas de ter prazer, levando a vida do jeito que se quer. Mas, como assim?.
Essa é uma nova de pensar sobre o luxo atualmente. Em meio a explosão de marcas pelo mundo, optar por não escolher nenhuma delas é uma atitude, digamos, luxuosa. Diesel, Prada, Gucci, marcas de roupas famosas pelo preço alto e aspecto ''chique'', já não são mais consideradas marcas de luxo ou a forma física do conceito propriamente dito.
Para Gilles Lipovetsky, autor do livro ''O Luxo Eterno'', o conceito de luxo hoje passa por cima de tudo que faz parte do senso comum (marcas, grifes e dinheiro, muito dinheiro) e chega às ''sensações que levam ao luxo''. Lipovetsky diz: "o que vemos hoje é a atração pelo luxo dos sentidos, do prazer e da sensibilidade sentido na intimidade por cada indivíduo e não o luxo exterior, da exibição e da opulência, que visa simplesmente demonstrar status".
A partir disso, entende-se que o luxo passa a ser mais focado nas sensações e menos na aparência.
Será que a gente não conseguirá mais ''ver'' o luxo no futuro?.
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