terça-feira, 24 de março de 2009

CONCEITO DO LUXO 2.0

Pode-se definir luxo na sociedade pós moderna como uma busca por diferenciação que, não necessariamente, esteja ligada ao consumo de bens ou serviços de alto valor financeiro. A diferenciação buscada varia conforme o contexto social, cultural e econômico de quem a busca.
Segundo a referência utilizada no artigo O Mercado de Luxo: Aspectos de Marketing de Renata Fernandes Galhanone, de João Braga (2004); luxo está ligado a brilho, esplendor, distinção perceptível ou resplandecente. O significado etimológico mencionado sugere que ter luxo é buscar se diferenciar, ou seja, possuir o que outros não tem.

Pode-se questionar, entretanto, que ter luxo às vezes é adquirir o que nós mesmos não temos condições de possuir ou usufruir sem necessariamente pensar em se destacar perante os demais. Percebe-se que luxo não está diretamente ligado ao consumo de bens caros no mesmo artigo de Renata Fernandes. A autora cita Lipovetsky: “Nessa época não havia ainda esplendor material, mas mentalidade de dilapidação, o impulso de prodigalidade, de gastar tudo com o gozo presente sem se preocupar com as conseqüências futuras, revela uma mentalidade de luxo anterior à criação de objetos luxuosos”.

Segundo o artigo Território do Luxo de Valeria Brandini, publicado na revista da ESPM dos meses de setembro e outubro de 2008, um dos maiores sonhos de consumo da burguesia atual é ter mais tempo disponível para usufruí-lo com o lazer ou para o convívio familiar. E uma busca por diferenciação que não necessariamente visa o alcance do destaque perante os outros, mas sim possuir o que para sí é um “bem de consumo” raro, o simples tempo. Assim sendo, nota-se que o luxo é buscar o incomum, seja pra si mesmo ou para se destacar perante os outros.

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